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8 de fevereiro de 2009

Colocando ordem na casa


Este blog está temporariamente em manutenção (e a administradora dele também!). Em breve, teremos novidades.


7 de janeiro de 2009

Só o rock salva!

Estava eu em casa quebrando a cabeça para consertar o sumário do livro de uma amiga. Havia certa melancolia pairando no ar naquela tarde. Jurureza, é como eu costumo chamar a nociva associação espontânea do tédio com improdutividade criativa. Meu irmão tinha acabado de ‘resgatar’ o The Bends, do Radiohead, em vias suspeitas do UTorrent. Fazia muito tempo que eu não ouvia High and Dry. Como podem imaginar, a fossa ficou completa.

Minha amiga, a Elieth, estava sentada no banquinho ao lado curtinho, distraída, a baladinha. Minha mãe sempre diz: ‘se acaso chegar ao fim do poço, pare de cavar!’. Lembrei desse conselho e a carapuça serviu até o pé. Interrompi bruscamente a música, olhei para a Ely e proferi a frase que, os que me conhecem sabem – vide Sueli, Zwe, Paulo, Raul e afins -, é quase um grito de liberdade: “minha filha, só o Rock salva!”.

Acho que comecei a ouvir alguma coisa do ‘No More Tears’ – alguns vão me criticar, mas é o CD do Ozzy que mais gosto. A Ely, ‘sertanejera’ de marca maior, preparou o habitual olhar de censura. Mas meu ânimo já havia dado um ‘up’ de 180 graus. Ouvi uma frase muito curiosa dela: “Carol, no fundo, todo metaleiro é um romântico enrustido”. Penso hoje que ela pode ter alguma razão, mas na hora não quis dar o braço a torcer.

Eu adoro Rock – de Pantera a Paralamas - e, acreditem, a culpa é toda do Queen e do ‘bendito’ riffe de Bohemia Rhapsody, logo depois da ópera. “Abra seus olhos, olhe para cima nos céus e veja: eu sou apenas um pobre garoto, eu não preciso de simpatia”... Enfim. Eu tinha 13 anos e para esse caminho não há volta. O que parecia impossível aconteceu: em novembro do ano passado, eu compartilhei oxigênio com Brian May e Roger Taylor em um dos melhores shows de minha vida.

Hoje em dia, meu gosto é mais eclético. No MP3 player pulo de ‘Gimme! Gimme! Gimme!’, do Abba, para ‘Fuel’, do Metallica, sem fazer cara feia. Quase uma heresia para quem já viu e ouviu Rush (Morumbi – 2002), Deep Purple, Sepultura e Hellacopters (Pacaembu – 2003). Ixi, a lista é grande. Já vi Oficina G3, Dream Theater, Dio – o rei –, Megadeth, fora os nacionais.

A nostalgia toda – ou antologia musical by myself – é para contar que hoje recebi a notícia de que vou realizar mais um sonho! Além de Elton John, em janeiro, vai ter Black Sabbath, com ninguém menos que Ronnie James Dio nos vocais, em maio! A lista está encurtando... Depois disso, não vai ser impossível ver o Led, o AC/DC, Van Halen...

E, como agora já sabem que só o ‘Rock Salva!’, deixo vocês com a ‘batalha do século’, em que Jack Black e Kyle Gass desafiam o Belzebu para um duelo de rock! A cena é do hilário Tenacious D, de 2006. Aliás, se querem dar boas risadas e ainda serem apreciados com uma p* trilha sonora, fica a dica!






Let the rock off begin!


5 de janeiro de 2009

Até que a ADSL nos separe

Tem dias que acordamos com o humor afrodescente (em quatro anos de graduação, aprendi que algumas expressões carregam carga pejorativa e, como sou politicamente correta na maior parte do tempo, não poderia cometer essa gafe). Um comentário meu no blog de uma grande amiga rendeu o primeiro post do ano. Sempre digo que o define a 'genialidade' - ou caráter cômico - de um texto, poema ou reflexão sobre a vida é a forma irreverente que eventualmente encontramos para descrever alguma situação.

Estava pensando sobre o meu estado de espírito e cheguei a um esboço de conclusão. A minha tecla ‘F*-se’ (maravilhosa, funcional e libertadora) estava quebrada. Emperrou mesmo. Num ato de desespero, dei uma baita pancada nela. E não é que agora a bandida afundou de vez e eu não consigo mais sair do estado de graça? Ops, entendam: não estou reclamando! =)

Para os que ficaram curiosos em saber o desfecho de meu Projeto Experimental, atualizei o quase moribundo Habitat Virtual - com direito a JPGE da capa do livro e prévia do texto de apresentação. Visitem, comentem, desçam a lenha e sintam-se em casa.

Puxa, queria postar um vídeo. Para tudo em minha vida tenho uma trilha sonora adequadíssima. Parece até que premedito as situações de acordo com esta ou aquela melodia. Mas a desavisada aqui foi fazer um grampo do telefone para gravar a entrevista de uma matéria (vulgo, gambiarra das grandes) e minha placa de som cantou a chinela pra cima de mim. Só restou o meu MP3 guerreiro e a divindade das caixinhas de som para celular de meu primo (com saída P2). Alguma coisa tinha que me valer nestas horas, não?

Sem videozinho desta vez. Humpf!

Até breve!

31 de dezembro de 2008

Não dá para desistir...

Depois de um doloroso inverno, eis que a vida volta ao prumo. Esse seria o momento ideal para um grande balanço. Mas me pergunto: no que isso ajudaria? Não seria verdadeiramente autêntico sair listando todos os prós e os contras de um ano cheio, sofrido, alegre e provador. Todos passamos por isso, é simples assim. De toda forma, tomo emprestado o termo que Bauman usa para descrever a modernidade: 2008 foi um ano ‘fluído’. Rápido e sorrateiro, mas com muita, muuuita informação.

Pensei hoje cedo que, quase sem querer querendo, findei cumprindo as principais ‘promessas’ do último dia 31 de dezembro que tenho notícia. Tirei a habilitação (de primeira, sem golpes), passei por três estágios que me renderam bons contatos profissionais e encerrei (com chave de prata, devo reconhecer) a ‘saga quartenária’ da graduação. Tudo bem, não foi dessa vez que fiquei rica do dia para noite e nem tive o insight para salvar o mundo da fome e das mazelas. Mas chorei com os brasileiros que ‘chegaram lá’ e fizeram bonito nas Olimpíadas. Quase morri de catapora com os desdobramentos de operações Satiagraha, golpes certeiros nas eleições municipais, fome e crise estourando do outro lado do globo e aqui. E as catástrofes? Me renderam horas de orações.

Nesses tempos obscuros, Saramago bem disse que ‘Marx nunca teve tanta razão’. Naquela ocasião, ainda lançou luz ao fato cruel de que todos os bilhões que brotaram da terra para segurar a onda da crise estavam bem guardados. “Logo apareceu, de repente, para salvar o quê? Vidas? Não, os bancos”. É, meu caro ‘Prêmio Nobel’ e companheiro de toda vida, ainda temos muito trabalho pela frente.

Neste ano, pensei em desistir algumas vezes e juro que quase obtive êxito. Em certa hora, de uma noite qualquer, perdida em meio ao trivial devaneio que a só a insônia é capaz de promover, apareceu uma frase. Sim, dessas que lemos em pára-choques de caminhões ou em epígrafes de livros para auto-ajuda. Provavelmente não foi em nenhuma dessas ocasiões que ela veio a mim, devo confessar. É de Bob Marley – ou, pelo menos, atribuem a ele – e diz que “as pessoas que tentam tornar esse mundo pior não tiram dia de folga... Como eu vou tirar?”. Como eu poderia?

O texto e a trilha sonora mais adequados para encerrar o ano, em minha opinião, são estes:

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Elisa Lucinda – Libação

(...) Peço ao ano-novo
aos deuses do calendário
aos orixás das transformações:
nos livrem do infértil da ninharia
nos protejam da vaidade burra da vaidade ‘minha’
desumana sozinha
Nos livrem da ânsia voraz
daquilo que ao nos aumentar nos amesquinha

A vida não tem ensaios
mas tem novas chances
Viva a burilação eterna, a possibilidade:
o esmeril dos dissabores!
Abaixo o estéril arrependimento
a duração inútil dos rancores
Um brinde ao que está sempre em nossas mãos:
a vida inédita pela frente
e a virgindade dos dias que virão!

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Paciência – Lenine Acústico





No mais, como simplesmente desisti de desistir, contem comigo em 2009!

17 de outubro de 2008

São tempos difíceis para o romantismo...


6 de outubro de 2008

Recomendo

Sabe aqueles textos, com título medianamente atraente, em que você se pergunta ‘será mais um artigo disfarçado de manual para dias de fossa’? Por desencargo de consciência, e por ter sido postado por uma pessoa de sua confiança, você rola o scroll do mouse e... Ops! O texto é longo. Antes de convencer-se que milhares de coisas, que dependem exclusivamente de você para ficarem prontas, estão te esperando topa a leitura e se surpreende.

Hoje, fazendo uso efetivo de minhas assinaturas de feeds no Reader, fui parar no blog da Ju, já célebre aqui no Pluralidade. Li e re-li o texto postado. É incrível. A fim de preservar minha autenticidade e não copiar descaradamente o post (com trilha sonora adequadíssima) limito-me a citar uns trechos do texto e recomendar a leitura de ‘Amor desfeito é amor refeito’, de Sergio Freire.

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“(...) Estou órfão de prazer. Estou com um amor desalmado, estou hanseniano de história: pedaços meus estão ficando para trás e não posso fazer nada. Estou impossibilitado de dar sentido ao mundo, mundo completamente sem sentido e dispensável. E a gente chora. Ou tenta, pois a lágrima secou. Passou o tempo. Tem algo diferente. Já não dói tanto. Mas ainda dói muito. De repente, um vaga-lume. Luz? É. Luz.

(...) Por outro lado, “tudo na vida é frágil; tudo passa”, como retruca Florbela Espanca, a poetisa da dor. O amor pode passar. É uma possibilidade que não queremos, contra a qual lutamos, mas que não podemos desconsiderar. O amor desfeito nos amadurece ao lembrar que a vida é assim: as coisas vêm e vão. As pessoas vêm e vão. É da própria vida, que veio e um dia irá. O amor desfeito pisca para nós e diz: “Pronto, fiz minha parte na tua vida”. Zecabaleirianamente, ele nos lembra que percorreu a parte da sua estrada no nosso caminho. (...)”

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Disponível, na íntegra, em: Comentários da July